mas há uma rosa branca



nunca deixarei de falar
dos dias passados
do papel de seda
e da orquídea branca
como a minha pele
onde te embrulhavas
a contrariar o meu cabelo

[o infinito num junco]

este é agora um tempo
falho de coragem
onde não há lençóis
desfeitos
nem fotografias
estreladas
e semi nuas

nesta noite
nem branca
nem cheia
vai a lua

mas há uma rosa branca
que um dia me deste
e com ela
desapareço eu
na espuma do rio

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