falo contigo querendo o teu abraço




falo contigo querendo o teu abraço
não me governo com memórias longínquas e passadas
fecho os olhos e vejo nítido o teu sorriso pueril e doce de quem ama mas nega o amor
abro-me para ti ardente e é a ti que quero não o imaginário de que a tua pele é feita
julgas-te de escamas como um peixe mas passo a mão por ti e sinto o teu sangue quente e pulsante
e oiço o teu coração que bate as pulsações dos homens
reconheço-te nas pegadas que deixas nas pedras da calçada e no dom silencioso das palavras que não dizes
e nos desenhos feitos noutra vida e que são agora maravilhosamente meus
e adormeço neles acordada em ti

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