o medo julga que mata tudo



solto as minhas aflições na maré que vaza
e dou um respiro de profunda paz

é que o medo julga que mata tudo
e inventa jogos
para abafar o sonho que quer matar
um dia mata uma coisinha de nada
uma semana depois outra
e outra
e outra
até nada restar do sonho
que importa o que o sonho sente?
importa é que o artifício resultou
substitui-se por coisas permitidas
confortáveis
autorizadas
não importa que o sonho fique desfeito
importa é que a mentira pareça verdade

mas eu tenho a força do rio
e o medo não mata o meu

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