é nas tardes



é nas tardes que te começo a respirar
intensa e doce
os meus lábios a sugar os teus
molhados
molhada eu também, o meu corpo feito mar
estremeço, estremeces sobre mim
a pele arrepiada, uma palavra louca no meu ouvido
tu, rijo e meigo
o teu corpo feito rio
frágil, a parecer forte
a desaguar na minha alma

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